Pernambuco

Servidores cruzam os braços por 24h

Os servidores públicos do Estado estão paralisados por 24 horas. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco (Sindserpe), o movimento tem adesão de 70% dos profissionais lotados nas secretarias de Administração, Planejamento e Gestão, Recursos Hídricos, Transporte, Justiça e da Mulher – incluindo autarquias como a Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe); o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem); o Instituto de Recursos Humanos, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Eles pedem reajustes salariais, aumento do vale-alimentação, além de melhores condições de trabalho.
O Sindserpe calcula um total de 190 mil servidores no Estado – entre ativos, aposentados e pensionistas. Nesta manhã, cerca de 500 profissionais se reúnem em frente ao Palácio do Governo para cobrar a abertura de uma negociação com o Governo do Estado. “Se não conseguirmos uma agenda, vamos deflagrar uma greve na próxima semana”, advertiu o presidente do Sindserpe, Renilson Oliveira.

A última reunião do sindicato com o secretário de Administração, Milton Coelho, aconteceu em julho passado, segundo Oliveira. “Ele disse que retomaria as negociações após a publicação do balanço das contas, a depender do nível de comprometimento do orçamento com a folha”, contou. “Mas, embora as despesas estejam abaixo do limite prudencial (44,79%), não há diálogo com a categoria”, acrescentou.

O sindicalista alega que os salários estão defasados, assim como o valor do vale-alimentação, o qual permanece os mesmos R$ 7 por dia há nove anos. A categoria pede o aumento do benefício para R$ 12 diários. Eles também querem a ampliação da diferença entre as faixas salariais, dos atuais 1,5% para 3%, além de um reenquadramento por tem­po de serviço. “A última atualização da tabela salarial por tempo de serviço aconteceu em 2007. Tem servidor com 30 anos de casa enquadrado como se tivesse 20 anos de serviço”, apontou.
Oliveira ainda declara a insatisfação dos servidores com relação às condições de trabalho, principalmente para os lotados em órgãos como a Funase, onde uma rebelião, na unidade de Caruaru, deixou sete mortos na semana passada. O Governo do Estado não se pronunciou sobre o movimento dos servidores.

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