Pernambuco

Pernambuco notifica 261 suspeitas de mortes por arboviroses

Estado tem quase 131 mil casos notificados de dengue, zika e chikungunya.
Foram registrados 2.008 bebês com suspeita de microcefalia.

Pernambuco registrou, em uma semana, mais dez mortes suspeitas de terem como motivo dengue, zika ou chikungya, totalizando 261 óbitos sob investigação em 2016, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (22). Foram confirmadas 22 mortes por chikungunya e seis por dengue. No mesmo período de 2015, o estado havia registrado 44 mortes suspeitas de dengue, com 16 confirmações laboratoriais.

O estado teve ainda 4.356 novas notificações de suspeita de pessoas com arbovirores em apenas uma semana, chegando a 130.924. A maior parte das notificações é para dengue, com 82.848 casos suspeitos. Destes, 18.539 foram confirmados. A maior incidência de dengue é em Ipojuca, no Grande Recife, seguido pelo Brejo da Madre de Deus, Itapetim, Ingazeira, Jaqueira e Moreno.

Foram notificados 37.609 casos suspeitos de chikungya, com 8.623 confirmações. Durante todo o ano de 2015, tinham sido notificados 6.840 casos da doença, com 3.649 confirmações. Para zika, o estado teve 10.467 notificações até o último dia 18, com 171 casos descartados.

Microcefalia
Os casos notificados de bebês com suspeita de microcefalia chegaram a 2.008 registros em Pernambuco, até o sábado (18). São nove casos a mais que a semana anterior. Os casos confirmados se mantiveram na última semana, com 366 bebês diagnosticados com microcefalia através de exames de imagem.

Do total de notificações, 1.165 bebês tiveram o diagnóstico descartado para a malformação. Há ainda 165 crianças com microcefalia que apresentaram exame positivo de relação com a zika, enquanto outros 126 casos não foi encontrada evidência da arbovirose e quatro tiveram exames inconclusivos.

Até o dia 18 de junho, 4.360 gestantes apresentaram manchas avermelhadas na pele, as chamadas exantemas. Dessas, 27 tiveram o diagnóstico de que o bebê que esperam tem microcefalia. A Secretaria de Saúde ressalta que as manchas não são necessariamente sinal de doenças como zika, dengue e chingungunya ou que o bebê vá ter microcefalia.

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