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Manobra e episiotomia: enfermeira alerta para os riscos dos dois durante o parto

O parto é um momento que deveria ser completamente humanizado. Ou seja, com toda a atenção da equipe médica e hospitalar voltada ao bem estar da gestante e do bebê. Além de respeitados o tempo e a necessidade de cada mãe, o procedimento precisa abandonar algumas técnicas doloridas, invasivas e desnecessárias para o transformar em uma experiência única, saudável, instintiva, fisiológica e natural.

Manobra de Klisteler

A manobra de Klisteler é conhecida como aquele “empurrãozinho” que geralmente o anestesista dá para o parto terminar mais rápido. Totalmente desaconselhada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o procedimento já foi banido pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

Segundo a enfermeira obstetra Cinthia Calsinski, a manobra não só é contraindicada, como também não ajuda em nada. Considerada uma violência obstétrica, pode causar danos à mãe e ao bebê, além de facilitar a laceração perineal.

Mais violência no parto: episiotomia

Outra prática hospitalar bastante realizada durante o parto é a episiotomia. O procedimento consiste numa pequena incisão no músculo situado entre a vagina e o ânus, no períneo, com o objetivo de alargar o canal vagina para ajudar a saída do bebê no momento do parto.

Hoje em dia, a episiotomia é um procedimento realizado em mais da metade (53,5%) das mulheres que têm parto normal, segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Ministério da Saúde. Considerada uma violência obstétrica, as evidências científicas desaconselham o seu uso de rotina.

A enfermeira obstetra afirma que as posições assumidas pelas mulheres têm muito mais influência no tempo do trabalho de parto que qualquer outra coisa. Quando se assume uma posição favorável, em que a gravidade ajude na saída do bebê, o parto tende a ser mais rápido. “Quanto mais em pé ficar a parturiente, caminhar, sentar e assumir posições eretas, melhor”, sugere.

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