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Família doa órgãos de agricultor que foi morto a tiros: ‘feliz que ajudamos’

O agricultor Wilson Ronaldo Mota de Sales, de 26 anos, foi morto a tiros em janeiro deste ano em Agrestina, no Agreste de Pernambuco, e teve os órgãos doados pela família. Durante conversa com os irmãos semanas antes de morrer, ele deixou claro a vontade que tinha de doar os órgãos. “Sonho era que um pedaço dele ficasse em outras pessoas”, afirmou a irmã, Maria Maria Verônica Mota Sales, 39 anos.

Foram doados coração, pâncreas, rim e fígado. “O que ele falava era que se tivesse algo dele para ser dado, deveria ser. A gente fica feliz com um pedaço dele fazendo outra pessoa viver. Fico feliz que ajudamos”, explicou Verônica. Os outros nove irmãos e o pai, de 72 anos, concordaram com a decisão de Wilson assim que souberam da vontade dele.
Wilson foi baleado em 7 de janeiro e morreu três dias depois no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. Wilson foi ferido no pescoço e na cabeça, conforme a família. Ele estava em um bar quando foi levado pelos suspeitos para o Sítio Barra de Jardim, segundo a polícia.

Ele chegou a passar por uma cirurgia, mas sofreu dois derrames. Verônica contou que recebeu a ligação do médico contando sobre a morte do irmão a 0h15 do dia 10. O corpo foi levado ao Instituto de Medicina Legal. No IML, a família conversou com os médicos, que falaram que os órgãos seriam levados para o Recife, onde algumas pessoas já aguardavam as doações. A família não sabe quem recebeu os órgãos.

A família enterrou Wilson após os dois dias que o corpo ficou no IML. “Não teve nem velório porque tudo foi muito rápido. Levamos direto para o cemitério”, disse Verônica.

Fonte :

G1

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