Pernambuco

Dirigentes de associações militares pegos de surpresa com decisão da justiça

Cinco dias após as associações militares conseguirem na Justiça liminar favorável à manutenção dos quatro dirigentes nos cargos de presidentes e vices, nova decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) anulou o benefício e acatou o pedido do Estado de suspender o afastamento dos policiais de suas funções para atuarem nas associações.

A Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) já havia informado que entraria com recurso para garantir que os presidentes e vices da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ACS), Alberisson Carlos da Silva e Nadelson Costa Leite, e da Associação dos Militares Estaduais (AME), Vlademir José de Assis e Yulo Eugênio Quixaba de Araújo, retomassem aos serviços operacionais nos batalhões de origem.

A remoção foi publicada no Boletim Geral nº 1.0.00.0 227, do último dia 13. O desembargador Ricardo Paes Barreto deferiu a suspensão dos efeitos das liminares, entendendo presentes “a relevância da fundamentação, o inerente perigo da demora com a manutenção da decisão questionada e a bem da ordem da corporação militar estadual”.

A notícia pegou de surpresa os gestores das associações. O vice-presidente da ACS, Nadelson Costa Leite, lamentou que a decisão tenha saído durante o feriado. “Não fomos informados oficialmente. Tantos processos arquivados e não se resolvem. Em pleno Natal, eles se preocupam em derrubar liminar dos representantes de uma categoria ”, afirmou. Ainda segundo Nadelson, assim que forem notificados, os gestores das associações pretendem recorrer da decisão.

Férias

Na sexta-feira passada, em portaria, o Governo do Estado cancelou as férias dos policiais civis e militares também em janeiro, repetindo a estratégia, adotada na segunda quinzena de dezembro. A Secretaria de Defesa Social (SDS) justificou a decisão como necessária para reduzir a criminalidade em Pernambuco. Os PMs estão em operação padrão há mais de um mês, o que levou o Estado a pedir apoio das Forças Armadas.

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