Pernambuco

André Rio acusa empresários de articular esquema de shows com recursos públicos

O cantor André Rio reafirmou, neste sábado (25), no programa Mesa de Bar, da Rádio Jornal, que há um esquema para cobrança de propinas de artistas para fazer shows principalmente em cidades do interior de Pernambuco usando recursos da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) repassados para os municípios. O artista, que está em meio a uma polêmica após denunciar a suposta ‘máfia’ em grupo do WhatsApp, afirmou que isso seria feito através de empresários que seriam intermediários.

“Essas pessoas existem e usam do ambiente da Fundarpe e da Empetur para coagir artistas, para que as pessoas fiquem reféns. Não quero acusar ninguém, mas quero dizer que essa política está errada”, disparou o artista. “Cabe às autoridades constituídas investigar para melhorar esse trato com a coisa pública”, opinou.

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A gravação vazada mostra o cantor falando a outros artistas que estão no grupo que foi pedido metade do valor do cachê dele para que fizesse seis shows a programação do São João de municípios do interior do Estado. O artista reafirma, porém, que nunca teve que pagar o preço cobrado. Questionado sobre quem teria pedido a propina, André Rio respondeu: “Os bois não são os bois, são pessoas que agenciam os bois.”

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André Rio não citou nomes e afirmou que, como haverá uma investigação policial, acusará as pessoas que supostamente cobraram propinas quando for chamado a depor, levando provas. “Os nomes serão dados e não são poucos”, ameaçou.

O cantor frisou que não teve a intenção de dar conotação política à fala, segundo ele enviada ao grupo de artistas logo após ser informado pelo empresário sobre a proposta que teria recebido. “O áudio vazou sem minha autorização, ganhando interpretações e proporções desmensuradas”, disse. “Não acusei diretamente ninguém, quis alertar existência dessa prática errada que muito prejudica a classe artística pernambucana.”

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